segunda-feira, 10 de novembro de 2008

inspiração



“Adoro a música. Os andamentos lentos nos concertos de piano de Mozart, as baladas de John Coltrane, o tom da voz humana em certas canções tocam-me.
Espanta-me a capacidade dos homens para criar melodias, harmonias e ritmos.
No entanto, o mundo dos sons também inclui as oposições de melodia, harmonia e ritmo. Conhecemos dissonâncias e ritmos quebrados, fragmentos e concentrações de sons; e existem os ruidos meramente funcionais a que chamamos barulho. A música contemporânea trabalha com estes elementos.
Penso que a arquitectura contemporânea, no fundo, deveria dispor de um ponto de partida igualmente radical como o da Música Nova. Mas a esta exigência são impostos limites. Se a composição de uma obra se basear em desarmonia e fragmentação, em ritmos quebrados, clustering e quebras estruturais, a obra pode de facto transmitir mensagens, mas a compreensão da mensagem apaga a curiosidade e o que resta é a pergunta quanto à utilidade do objecto arquitectónico para a vida prática.
A arquitectura tem o seu espaço de exixtência. Encontra-se numa ligação física especial com a vida. No meu ponto de vista inicialmente não é mesnagem nem sinal, mas invólucro e cenário da vida, um recipiente sensível para o ritmo dos passos no chão, para a concentração do trabalho, para o silêncio do sono.”

Zumthor, Peter; “Pensar a Arquitectura”; GG.


Hoje sinto-me tão inspirada...

sábado, 8 de novembro de 2008

Hortelã

A minha avó plantou hortelã no 'canteiro' das janelas da sala. Há pouco chamou-me para ir lá cheirar. Chamou-me porque sabe o quanto gosto daquele saborzinho, daquele cheirinho... A hortelã cheira-me a campo, a comidinha caseira, a uma canja a sério, com galinha criada no campo, como a prima Doloures me fez uma vez em que tive vergonha de repetir a dita canja porque antes de quase me obrigarem a comê-la tinha dito que não queria, que preferia comer só o segundo prato... Se soubessem as vezes que falo nessa canja e a vontade que ainda hoje tenho de a repetir! E as saudades que tenho de ir para a Macheira...
Quando era mais nova íamos sempre. Eu, a Inês e a avó, aproveitando o facto de termos quase três meses de férias de Verão. A casa era da minha bisavó, antiga, já com algumas alterações feitas pelo meu avô. Aquele sol, aquele ar puro...eu e a Inês conseguíamos entreter-nos o dia todo a fazer colares de missangas, a brincar com os bonecos, a tomarmos banho no tanque, a ir buscar água à fonte - havia sempre discussão quando íamos à fonte, queríamos ser as duas a girar a manivela que activava a bomba (uma roda gigante, ainda mais para o nosso tamanho). Só víamos televisão na casa da Rosita ou da prima Doloures. Dávamos comida aos porcos, às galinhas e aos pintos. Amassava pão com a prima Aldina. Passeávamos de mota com a Rosita - a Inês só até à horta, porque era mais pequenina, eu até Santa-Margarida. Quando o primo André lá estava ainda era melhor - assistíamos juntos a imensos filmes de desenhos animados e cantávamos horas sem fim para um gravador que depois punhamos a tocar para nos ouvirmos. E a nossa maior alegria era fazer gelados de danoninhos, para comermos a meio da tarde e à noite ir ao padeiro escolher o pão para o dia seguinte - quando lá íamos dava-nos sempre um bocadinho de massa e nós fazíamos a forma do nosso pãozinho... ao pequeno-almoço lá comíamos o nosso pão em forma de passarinho, de coração ou laçarote com doce que a avó fazia...
Depois das férias, no colégio, a iniciar o ano lectivo do 6ºano a professora Olívia, de História, perguntou-me onde tinha passado as minhas férias e do que mais tinha gostado nelas. Não menti! E ela não queria acreditar quando lhe disse que tinham sido os 15 dias na Macheira, com a avó e a Inês. "Tu, Rita? gostas de passar férias no campo? Tu que és tão citadina, tão vivaça...?" Eu mesmo!
Vou ter para sempre óptimas recordações e imensas saudades das férias com cheirinho a hortelã...
juro que estou mal disposta! não sei como vou fazer render este meu dia em que tenho tanto para estudar e ainda tantos compromissos nocturnos que começam ao fim da tarde...juro! estou mesmo mal disposta...

domingo, 2 de novembro de 2008

sábado, 1 de novembro de 2008

responsabilidade para que te quero?

RESPONSABILIDADE:
do Lat. * responsabilitates. f.,
qualidade do que é responsável;
obrigação de responder por certos actos próprios ou alheios ou por alguma coisa que lhe foi confiada.
- civil: obrigação, imposta pela lei, pela qual se tem de responder perante um terceiro pelos prejuízos que se lhe tenha causado;
- ilimitada: expressão designativa de uma sociedade por quotas ou de uma firma individual na qual os sócios ou o proprietário único respondem perante as dívidas da sociedade com todo o seu património pessoal e não só pelo valor do capital que subscrevem;
- limitada: expressão designativa de determinadas sociedades em que os respectivos sócios apenas são responsáveis na proporção do capital que nela tiverem aplicado;
- penal: obrigação imposta pela lei de alguém responder por certos actos (delitos, crimes, etc. ) sofrendo as sanções nelas estatuídas, caso se prove que os praticou.


RESPONSABILIDADE, para que te quero?

" Lembram-se de quando eram miúdos e a vossa maior preocupação era se iam ter uma bicicleta nos anos ou se poderiam comer biscoitos ao pequeno-almoço? Ser adulto é totalmente exagerado. A sério, não se deixem enganar pelos sapatos modernos, o sexo fantástico e o não haver pais a darem-nos ordens. A MATURIDADE É RESPONSABILIDADE.
RESPONSABILIDADE: cheira mesmo mal!
Passada a idade dos aparelhos e soutiens para as adolescentes, a responsabilidade não se vai embora. Não pode ser evitada. Ou alguém nos faz enfrentar ou sofremos as consequências. E, mesmo assim, a maturidade tem vantagens. Quer dizer, os sapatos, o sexo, os pais que já não nos dizem o que fazer. É muitíssimo bom."
(em Grey's Anatomy, episódio nrº5 - 1ª série - cuja série tenho os dvd's que a Rita Lisboa me emprestou e que tem feito as delícias de alguns momentos sossegados das minhas tardes de fim-de-semana e que está também a repetir na Fox)



Eu, ainda de aparelho (lol), a caminho da maturidade...a querer aproveitar cada momento desta minha fase entre adolescência e a fase adulta...
Como sempre e em todas as ocasiões, esta fase também não tem só vantagens ou desvantagens! E há também o desejo de querer experimentar a fase seguinte, porque a maturidade é responsabilidade e essa 'cheira mesmo mal', mas mesmo assim a maturidade tem vantagens e pode ser muitíssimo bom...
Ok. Esperar e viver o presente! Aproveitar (e de vez enquando fazer umas pequenas 'tontices' que vão fazer rir daqui a uns anos), ainda que com responsabilidade, para que a consciência possa estar tranquila...

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

CAVALIA


" Pela primeira vez no palco, a arte equestre funde-se com a magia e a emoção sem precedentes em CAVALIA, numa inovadora extravagância multimédia...

Em homenagem á história comovente e ao fascinante laço entre o homem e o cavalo, CAVALIA é um poema escrito com a linguagem do som, da imagem aliados a uma extraordinária actuação.
Combinando efeitos visuais dramáticos, música ao vivo, dança, acrobacias com a presença ousada de mais de trinta magnificos cavalos - incluindo os incriveis garanhões Lusitanos - CAVALIA eleva o nível de entertenimento espectacular do século XXI"


Eu fui ver! Diz quem viu 'Circo du soleil' que este é um espectaculo inferior. Eu não tive oportunidade de ir ver e por isso não posso comparar, mas gostei muito deste! gostei tanto!...o vestuário, os maravilhosos cenários, a música... às vezes parecia um sonho e eu tinha vontade de participar daquele espectáculo e voar...

domingo, 26 de outubro de 2008

save room

de ontem para hj...

DANCE, DANCE, DANCE...
Jantar com os amigos e Lux só com as amigas



DANCE, DANCE, DANCE...

Ps - O Francisco Tojal faz hj anos! Parabéns Xico!

Peter Zumthor

Peter Zumthor, um dos mais importantes arquitectos da actualidade, no Lx Factory, até dia 2 de Novembro. 3 salas de exposição, cerca de 3000 m2. Uma retrospectiva, com projectos entre 1986 e 2007, 'mostrando a sua relação com o tempo, os lugares, os ambientes e os habitantes dos seus projectos'...


“A geometria ensina as regularidades das linhas, áreas e corpos no espaço. A geometria pode ajudar-nos a compreender como, na arquitectura, podemos lidar com o espaço.
A arquitectura conhece duas possibilidades fundamentais de formação do espaço: o corpo fechado, que isola o espaço no seu interior, e o corpo aberto que abraça uma parte do espaço ligado ao contínuo infinito. A expansão do espaço torna-se visível no posicionamento dos corpos alinhados em profundidade ou ordenados como placas ou barras.
Não exijo saber o que o espaço realmente significa. Quanto mais penso sobre a sua natureza, mais misterioso me parece. No entanto, estou seguro que, quando nós como arquitectos reflectimos sobre o espaço, é apenas como uma pequena parte desta infinidade que rodeia a terra que nós ocupamos. Mas cada obra estabelece um lugar nesta infinidade.
Com base nesta ideia desenho as primeiras plantas e cortes dos meus projectos. Faço diagramas geométricos e corpos simples. Tento ver os corpos inventados como objectos precisos no espaço e acho importante sentir como delimitan um espaço interior do espaço que os rodeia ou como captam o contínuo espacial infinito como um recipiente aberto.
Edifícios que nos impressionam transmitem-nos sempre uma sensação forte do seu espaço. Circundam de uma maneira espacial este vazio misterioso a que chamamos espaço e fazem-no oscilar.”

Zumthor, Peter; “Pensar a Arquitectura”; GG


(Já não fui informada a tempo da conferência, mas a exposição não me escapou e valeu muito a pena. Uma tarde cultural muito bem passada com a Joana e a Rita ...)

sábado, 25 de outubro de 2008

LA RA LA LA LA..'tá gostar'...



PS- Esta é para a minha Joana, porque sempre que toca no rádio o volume sobe e vamos em modo dançante, muito mais felizes e contentes, para a faculdade...

PARABÉNS JOANINHA


BRINDEMOS







Um brinde! mais um brinde! outro brinde!...que 21 tão 'brindados'.
Uma meia-noite 'just girls', com muitos presentinhos, docinhos, telefonemas, alegria e...muitos muitos muitos brindes!

Princesa, que os 21 te façam muito feliz e te ofereçam tudo aquilo que desejas e mereces!
Que eu faça parte dessa felicidade como até aqui fiz parte de tantas outras coisas na tua vida...

Um beijinho enorme!
BE HAPPY!
Muitos e muitos brindes!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Linguine com salmão fumado


LINGUINE COM SALMÃO FUMADO:
tempo de preparação: 20 minutos
tempo total: 20 minutos
receita para: 4 pessoas

ingredientes:
400g de massa linguine
2 dentes de alho esmagados
2/3 cháv.de natas frescas ou crème fraîche
200g de pimentas assados em fatias finas
2 c.sopa de alcaparras passadas por água
40g de parmesão ralado
150g de salmão fumado cortado em tiras finas
sal e pimenta q.b.
1 c.sopa de azeite


1. Cozinhe a massa. Escorra e volte a colocar na panela.

2. Entretanto aqueça o azeite numa frigideira grande em lume médio. Adicione o alho, cozinhe mexendo por 30 segundos. Junte as natas, os pimentos e as alcaparras e deixe borbulhar, sem tapar, por 3 minutos ou até as natas reduzirem.

3. Adicione as natas e 1/4 cháv.parmesão à massa. Misture. Tempere com sal e pimenta. Sirva a massa com salmão fumado por cima, polvilhe com o restante parmesão.


Buon appetito!

COOKING


BLUE.COOKING, olha sempre para mim da prateleira, como quem diz "Levas-me contigo?". Ás vezes grita-me! Resisto-lhe! Posso lá eu fazer colecção de Vogues, e às vezes tb Elles, 2 e ás vezes 3 revistas de arte/arquitectura e ainda juntar á colecção uma revista de culinária? e há lá carteira que aguente? e ainda mais: tenho lá eu idade para coleccionar revistas de cozinha?...
Ai!, mas esta estava irresistivel! Na capa, uma toalha aos quadradinhos vermelhos e brancos, um prato branco e um garfo com cabo de madeira a enrolar esparguete...dava vontade de comer (e era hora do almoço. eu tinha fome...) O título? "Itália à sua mesa...". Prometia 40 receitas...
Itália anda-me atravessado! Não fui a Florença com os amigos visitar o Pedro, como planeado... Ainda não conheço a cidade que escolhi para viver um ano da minha vida e quem sabe até mais (já para o ano! quero mesmo ir! vou!)...
Os desejos misturaram-se! Itália! A revista...
Comprei!
E ainda não tive muito tempo para a ler e muito menos para experimentar as receitas...
Vou seleccionar uma para publicar!

No fundo, e ainda sem a ler, esta revista nº32 já me ofereceu imenso! Enquanto cortava cartão canson, para ajudar a minha Rita Lisboa com a maquete, viajava entre receitas, lugares que gostava de visitar e amigos...E por falar em amigos e viagens: o Diogo chegou ontem! Terminou, enfim, a viagem que fez só com certeza de ida. Paris, Florença (onde também eu deveria estar...)

Apontamento - Margarida Pinto

"A minha alma partiu-se, como um vaso vazio...caiu! partiu-se! caiu!"
Apesar dos narizes tortos em relação a este som, ainda assim esta música não consegue deixar de fazer os meus ombros mexerem ("asneira? impossível? sei lá...") e de fazer-me cantarolar...

"O que era eu? o que era eu? um vaso vazio! Ai, o que era eu, o que era eu?..."




"Não se zanguei com ela!"
"Asneira? Impossível? Sei lá..."

quinta-feira, 16 de outubro de 2008